Seguindo a massa algácea, já descrita no mês de janeiro, formada por diversas espécies de Anabaena, Oscillatoria e Microcystis e que se acumulou no estuário da Lagoa dos Patos, novas complicações tem surgido. A massa algácea parcialmente diluída pelas chuvas do inicio de fevereiro, foi jogada pela Laguna em direção ao Oceano, quando o regime de chuvas e os ventos de Norte (NE e NO) favoreciam. No entanto, as intensas chuvas que dispersaram as florações mar afora nos primeiros quinze dias de fevereiro, cessaram. Novamente, dias seguidos (entre 3 a 4) de intensa insolação estão se repetindo. Isto tem favorecido a volta do crescimento das cianobactérias nas áreas rasa ainda dominadas pela água doce. Em relação a isto, a semana entre os dias 07 a 15 de fevereiro, trouxe grande impacto da biomassa de algas sobre as praias.

Níveis de células de Microcystis aeruginosa, desta vez, espécie única eram concentradas pelas ondas oceânicas e ultrapassaram 1 milhão cels por mL ao longo dos mais de 12 km de praia ocupado pelos banhistas na Praia do Cassino, RS. Ao mesmo tempo que, mais de 30 casos de pessoas entre crianças e adultos procuraram o Posto Médico da Praia, reclamando da intensa irritação na pele sentida principalmente junto a costura de maiôs, biquinis e calções de banho. Em alguns, casos como reportados pelos próprios banhistas, as colônias de Microcystis eram mesmo visíveis na costura daqueles trajes de banho. Muitos pacientes receberam medicamentos anti-histâmicos no intuito de diminuir a sensibilidade cutânea e propriciar um alívio momentâneo as dores na pele. E' intenção da Unidade de Pesquisa em Cianobactérias procurar a Delegacia Municipal da FEPAM (Órgão Ambiental Estadual) e alertar para que o parâmetro limite de número de células de algas por mL de até 20.000 definitivamente seja obedecido como critério à balneabilidade.