Pela primeira vez em mais de 20 anos de pesquisas nestes rincões encharcados onde viveram as 7 mulheres, estamos enfrentando uma floração massiva das cianobactérias Anabaena spiroides, A. circinalis, A. planctônica e Microcystis, entre outras em plena saída da Lagoa dos Patos com o mar. São mais de 1,5 milhões de cels. mL -1 pintando de verde o mapa do Atlântico Sul. A espécie predominante é definitivamente A. spiroides com mais de 95% das amostras. A floração é o resultado de 15 dias diretos de insolação, vento Leste calmo e altas temperaturas no extremo Sul do país. O que para esta região é improvável pois o clima predominante por aqui é ventoso e com chuvas, mesmo no verão. Assim, enquanto chove na maioria do pais temos um céu azul lindo e uma água verdinha!!! Testes de toxicidade e análises de toxinas já estão a caminho. Não há sinais de peixes, aves ou crustáceos mortos.

Por volta do dia 15 de janeiro um vento forte de direção NE passou a empurrar o sentido de vazante (da descarga) da lagoa dos Patos ao mar. Com isto todos os sacos rasos, como a Mangueira, Justino e margens do canal do Norte lançaram parte a massa algácea no fluxo em direção ao Oceano e aos poucos as águas foram perdendo a tonalidade verde.

Na noite do dia 19 a 20 de janeiro, uma chuva leve durante 6 horas diminuiu o impacto da seca e dilui parte da massa algácea ainda contida nas florações nos sacos da Mangueira e Justino.