Em setembro deste ano participamos de um wokshop oferecido pelo grupo de pesquisa da Profa. Dra. Kaarina Sivonen, em Helsinki, Finlândia. 

O workshop faz parte e foi financiado pelo Norfa, uma network de pesquisadores da região do mar Báltico http:// www.iet.mdh.se/forskning/projekt_cyanobakt. O titulo do workshop era "Identificação e Métodos de Ecologia Molecular para Cianobactérias Planctônicas". No período da manhã tinhamos palestras e pela tarde a parte prática, sob a orientação e metodologia aplicada pelo grupo de trabalho da Dra. Sivonen. 

As palestras iniciaram pela Dra. Anneliese Ernst, sobre "PCR - teoria e utilidades", a Dra. Kaarina Sivonen sobre "Como detectar cianobactérias tóxicas?", segui-se o Dr. Komarék sobre "Problemas sobre conceitos de espécies e diversificação em cianobactérias; combinação fenotípica e molecular", a Dra. Komárkòva sobre "Demonstração do Banco de Dados de cianobactérias planctônicas feito para a realização do MIDICHIP (Projeto Europeu para desenvolvimento de um chip capaz de identificar genes potencialmente tóxicos)", a do Dr. Jakobsen sobre "Análises filogenéticas e mecanismos de evolução dos genes de cianobactérias" e "Teorias das análises filogenéticas", a Dra. El-Shehawy sobre "Como estudar cianobactérias fixadoras de nitrogênio?" e por último a Dra. Lyra sobre "Métodos de fingerprinting". 

Nas práticas foram demonstradas as técnicas de DGGE, real-time PCR, STTR-PCR, sequenciamento e análise e in situ imunolocalisação do nifh . 

Como os alunos presentes, de uma forma ou de outra, já possuíam conhecimento de algumas das técnicas apresentadas, as palestras não foram de nível básico, mas muito explicativas. As parte prática serviu para como demonstração, pois normalmente as reaçõe precisam de tempo determinado para ocorrer e não foi possível cada aluno fazer todos os passos de todas as técnicas. 

Na realidade, surpreendeu-nos a qualidade dos laboratórios, e associado a isso a rapidez e qualidade dos resultados obtidos pelo grupo de pesquisa da Dra. Sivonen. O grupo de trabalho é grande, entre 8 e 12 doutores, cada um com uma função determinada. Essa alta especialização leva a realização de pesquisa à um nível que estamos um pouco longe, a da alta especificidade, como por exemplo, o sequenciamento de todo o banco de cultura disponível no laboratório da Dra. Sivonen, que são mais de 100 cepas de diferentes espécies. No Brasil não chegamos a este nível de especificidade, pois temos que ter conhecimento de muitos processos e métodos, mas que por outro lado nos favorecem na compressão do ambiente como um todo. 

Este texto foi elaborado pela Doutoranda Ana Helena F. Ferreira de Berlim, ( Fed. Environmental Agency) Alemanha como contribuição à página da UPC. Entre em contato com a Ana pelo e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.